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Como pôr a carta do restaurante em inglês e noutras línguas para os turistas
Atualizado a 9 de outubro de 2026 · 6 minutos de leitura
Comece pelo inglês e acrescente as línguas de quem mais o visita: em Portugal, quase sempre espanhol e francês, muitas vezes alemão. Traduza as descrições, não os nomes próprios dos pratos (o «bacalhau à Brás» continua a chamar-se assim, com uma linha que o explique). E evite a tradução automática sem revisão: é ela que põe nas cartas os disparates que circulam nas redes.
Que línguas escolher
Olhe para quem se senta nas suas mesas, não para uma lista genérica. Pergunte à equipa de sala de onde vêm os clientes que pedem a carta noutra língua, e veja as avaliações no Google: a língua em que as escrevem diz muito.
- Inglês é obrigatório: é a língua de quem não fala nenhuma das outras.
- Espanhol e francês são as mais pedidas na maior parte do país.
- Alemão, neerlandês e italiano fazem diferença em zonas de turismo de praia e de golfe.
- Mandarim começa a aparecer, sobretudo em casas perto de hotéis e de pontos turísticos.
O que se traduz e o que não se traduz
- Os nomes próprios ficam: «polvo à lagareiro», «cataplana», «pastel de nata». Por baixo, uma descrição na língua do cliente: «Polvo assado no forno com batata a murro e azeite».
- Os ingredientes traduzem-se, com os nomes que o cliente reconhece: «coentros» é coriander no inglês britânico e cilantro no americano; escolha um e mantenha-o.
- Os alergénios devem estar marcados em todas as línguas, com os mesmos símbolos.
- Os preços são os mesmos em todas as versões. Parece óbvio, mas cartas antigas em várias línguas têm, muitas vezes, preços diferentes de uma para a outra, porque se atualizou uma e esqueceu-se a outra.
O problema da tradução automática
Os tradutores automáticos melhoraram muito, mas não conhecem a sua cozinha. Traduzem «bitoque» à letra, confundem «lombo» com outra parte do animal, inventam nomes para doces que não têm tradução. Use-os como rascunho e peça a alguém que fale a língua para rever, ou trabalhe com quem já tem um dicionário de pratos portugueses traduzidos.
Cinco cartas impressas, ou uma no telemóvel
Imprimir uma carta por língua multiplica o custo e o trabalho de cada atualização. Uma carta digital com QR na mesa resolve as duas coisas: o cliente escolhe a língua com um toque, e quando muda um preço muda em todas as línguas ao mesmo tempo.
Perguntas frequentes
Devo traduzir o nome dos pratos portugueses?
Não. Mantenha o nome e acrescente uma descrição curta na língua do cliente. O nome é parte da experiência; a descrição é o que o ajuda a escolher.
Quantas línguas deve ter a carta?
Português e inglês sempre; depois as línguas de quem mais o visita. Para a maioria dos restaurantes em Portugal, cinco línguas cobrem quase todos os clientes.
Posso usar um tradutor automático?
Como rascunho, sim. Antes de pôr na carta, peça a revisão de alguém que fale a língua, sobretudo nos nomes de pratos e de ingredientes.
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O Menu Digital da PowerUP leva a sua carta em português, inglês, espanhol, francês e mandarim, sem custo adicional. Mostramos-lho feito antes de pagar: 100 € + IVA por ano.
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